domingo, 30 de outubro de 2011

Royal Society abre arquivos on-line sobre a revolução científica


A Royal Society, a instituição científica mais antiga do mundo, disponibilizou nesta semana aos internautas a consulta de seu arquivo histórico, formado por milhares de estudos que, como os de Isaac Newton e Charles Darwin, mudaram o curso da história mundial.
O serviço, gratuito, permite a consulta de mais de 60 mil documentos de três séculos de grandes descobertas e pequenos avanços que foram moldando o atual conhecimento científico, guardados no arquivo da sociedade, homenageada neste ano com o prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.
"Se todos os livros do mundo fossem destruídos e só sobrasse a revista da Royal Society 'Philosophical Transactions', não seria absurdo dizer que os fundamentos da ciência e do progresso intelectual dos últimos dois séculos estariam salvos", escreveu em 1870 o biólogo Thomas Huxley.
journal_coverA Royal Society foi a primeira instituição do mundo a lançar, em 1665, uma revista que cumpria os padrões de controle imposto atualmente pelas publicações científicas mais renomadas.
Entre os que passaram por esse crivo estiveram Isaac Newton, que publicou, em 1672, a "A Nova Teoria Sobre Luz e Cores", considerado seu primeiro escrito científico.
A ciência moderna avançou às cegas em seus primeiros passos, um percurso que pode ser acompanhado de perto pelo arquivo da Royal Society.
Seu acervo guarda curiosidades como os escritos do astrônomo francês Adrien Auzout, que no século 17 publicou "The View From the Moon", no qual descrevia o aspecto que o planeta Terra deveria apresentar para "supostos habitantes" da Lua.
A Royal Society se inspirou nas ideias do cientista e filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) para criar uma instituição dedicada a expandir as fronteiras do conhecimento por meio do desenvolvimento da ciência, matemática, engenharia e medicina.
"A abertura do arquivo abre uma janela fascinante à história do progresso científico durante os últimos séculos, o que interessará a todos aqueles que queiram compreender a evolução da ciência", destaca a psicóloga Uta Frith, membro do comitê de bibliotecas da sociedade.
Os membros da Royal Society são escolhidos entre os cientistas que mais se destacam em suas respectivas áreas e, por ela, já passaram Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein, James Watson e Stephen Hawking.
Atualmente, a instituição conta com cerca de 1.500 membros, entre eles 75 vencedores de Prêmio Nobel, além de cinco representantes da família real britânica, como a rainha Elizabeth.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/998119-royal-society-abre-arquivos-on-line-sobre-a-revolucao-cientifica.shtml

4 comentários:

  1. Pessoal,
    esse é um acervo incrível de documentos históricos sobre a ciência.
    Além do artigo citado de Sir Issac Newton, podemos ter acesso a um artigo de 1886 sobre evaporação e dissociação:
    On Evaporation and Dissociation. Part I
    William Ramsay and Sydney Youn
    disponível em:
    http://rstl.royalsocietypublishing.org/content/177/71.full.pdf+html

    Trata-se de um acervo que pode nos dar uma ideia sobre a produção científica ao longo da história.

    Aproveitem!

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  2. Tô aqui quebrando a cabeça pra entender o site da Royal Society. Não é nem a barreira linguística que tá complicando, é mais a complexidade do sistema de busca deles.
    Queria um link que pudesse acessar os periódicos diretamente, como na Química Nova, Journal of Chemistry Education, entre outros. Afinal, quando não se sabe o que está procurando fica difícil de encontrar alguma coisa.

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  3. Ha! Consegui :) O sistema de navegação nos periódicos deles a partir destes links é parecido com os dos periódicos citados.

    (de 1665 a 1887)
    http://rsta.royalsocietypublishing.org/content/by/year
    (de 1887 a hoje)
    http://rstb.royalsocietypublishing.org/content/by/year

    Porém o que eles chamam de "Philosophical Transactions of the Royal Society" é basicamente um apanhado de tudo que foi publicado de 1665 até hoje em termos de ciência, sem distinção entre áreas (física, química, biologia.. não há separação). Quase uma loje de doces pra uma criança.

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  4. É realmente uma pena que exista a barreira da língua, o que requer de nós um maior tempo para o aprendizado das ferramentas do site e para um posterior desfrute do conhecimento oferecido.

    Contudo, gostaria de ressaltar que essa iniciativa constitui um grande passo para a utópica universalização do conhecimento!

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